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Qual o risco de fumar na gravidez?

Lei antitabágica e partos prematuros

by Equipe Projeto Mama on 1 de março de 2013

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Fumar não é nada legal, especialmente durante a gestação. Quem fuma nos primeiros três meses de gravidez, corre risco de sofrer aborto natural, sangramento, descolamento da placenta, parto prematuro, além de acarretar problemas de saúde congênitos ao bebê.

O feto absorve tudo que está no sangue da mãe, inclusive o monóxido de carbono do cigarro, e a nicotina. Esta última é responsável por estreitar os vasos sanguíneos, fazendo com que menos nutrientes e oxigênio cheguem até o feto.  Com isso, há grandes chances de o bebê nascer antes da hora e subnutrido. Este estreitamento, somado com a pressão natural que a gravidez exerce nas veias, faz com que a circulação fique comprometida, podendo causar trombose, que é a formação de coágulos nas pernas.

Se não tratada, a trombose pode causar embolia pulmonar e trombose na placenta. Recentemente, o British Medical Journal  concluiu que a lei antitabágica reduz significativamente o risco de parto prematuro. Baseado na aplicação da lei na Bélgica, a execução se deu em três fases: inicialmente, o fumo foi proibido em locais públicos e no trabalho, posteriormente em restaurantes e por último, em bares que servissem refeições.

Segundo os investigadores, este estudo é de grande importância, uma vez que mesmo uma pequena diminuição na idade gestacional implica em várias complicações de saúde ao longo da vida. Foi concluído que, após a adoção da lei, os partos pré-termo (antes de 37 semanas) diminuíram significativamente. Quando proibido em restaurantes, houve uma redução de 3,13% nos riscos de partos prematuros. Quando proibido nos bares que serviam refeições, passou para 2,65%.

O Brasil restringe o uso e também a propaganda de produtos derivados de tabaco em locais coletivos, públicos ou privados, com exceção às áreas destinadas ao seu consumo, desde que isoladas e ventiladas (fumódromos).

Porém, visando se adequar à Convenção-Quadro para controle do tabaco, tratado internacional elaborado pela OMS, do qual o Brasil é signatário, estados e municípios elaboraram os fumódromos, e proíbiram o consumo desses produtos em quaisquer espaços públicos. A fiscalização, aliada à aplicação de multas aos estabelecimentos e a adesão da população, faz com que as leis sejam respeitadas. O Amapá é a única unidade da Federação que não possui nenhum tipo de legislação antitabagismo.

Cuide-se e não deixe com que a fumaça alheia interfira na sua saúde e na saúde do seu bebê, cobre os seus direitos.

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Dr. Eduardo Gustavo Pires de Arruda (CRM 93.732) - Diretor Técnico Médico e Dr. Walter Koiti Matsumoto (CRM 112.144 / RQE 29.115) - Cirurgião Plástico

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