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Reconstrução Mamária

Introdução

Algumas mulheres nascem com determinadas síndromes que impedem o desenvolvimento pleno das mamas. Nessas situações, o mais comum é que a mulher afetada tenha um seio normal e o outro de tamanho muito inferior. Algumas condições ainda mais raras determinam que as mulheres nasçam sem nenhum tecido mamário. Outras nascem com os seios normais, mas os perdem parcial ou totalmente ao longo da vida devido a traumatismos, infecções, tumores benignos ou câncer. A ausência da mama obviamente acarreta inúmeros problemas físicos e psicológicos. Felizmente, o restabelecimento desse importante símbolo de feminilidade pode ser obtido pela Reconstrução Mamária por um cirurgião plástico devidamente habilitado. Porém, por mais absurdo que possa parecer, a opção pela Reconstrução não é oferecida para todas as pacientes que poderiam se beneficiar desse importante recurso. No Brasil, a situação é ainda mais crítica de modo que, não apenas as pacientes que dependem exclusivamente do sistema público de saúde como também aquelas que contam com o suporte do sistema privado, tem um acesso muito restrito às informações e aos serviços sobre o tema em questão. Desta forma, o Projeto Mama foi idealizado justamente para suprir essa necessidade, oferecendo uma gama de serviços de excelência em Cirurgia Plástica e especialmente em cirurgias estéticas e reparadoras da mama, além de oferecer um espaço para divulgação e discussão dos temas relacionados ao assunto.

Atualmente, grande parte das reconstruções é realizada em pacientes que desenvolveram câncer de mama. Depois dos diversos tipos de câncer de pele, este tumor é o mais frequente na população feminina em todo o mundo e novos casos são registrados diariamente. Existem diversos tipos de câncer de mama e eles podem ser diagnosticados em distintos estágios de evolução. Portanto, tratamentos diferentes são indicados para cada paciente de acordo com o tipo e com a gravidade do tumor. O tratamento pode incluir cirurgia, quimioterapia, radioterapia, hormonioterapia, fisioterapia e consultas com psicólogos, entre outros. A depender de quão afetada pelo câncer estiver a mama, a cirurgia pode envolver a retirada total da mama (mastectomia) ou apenas a ressecção parcial. As técnicas de reconstrução a serem escolhidas dependem do estado clínico, do tipo físico, da extensão da cirurgia de retirada do tumor e dos outros tratamentos que cada paciente está recebendo ou vai receber (por exemplo, radioterapia ou quimioterapia).

Menos frequentemente, a Reconstrução é indicada em pacientes que não apresentam câncer. Algumas mulheres podem ser vítimas de traumatismos ou da retirada cirúrgica de lesões benignas nas mamas que podem causar distorções estéticas. Nesses casos, a Reconstrução Mamária também pode estar indicada.

Reconstrução: Imediativa vs. Tardia

A reconstrução é chamada de Imediata ou Tardia de acordo com o momento em que é realizada.

Na Reconstrução Tardia, após a cirurgia para tratamento do câncer de mama, a paciente recebe alta hospitalar, aguarda-se a cicatrização desse procedimento e, após algumas semanas (ou após o término do tratamento com quimioterapia e/ou radioterapia), é submetida ao primeiro estágio da reconstrução. Essa era a alternativa mais utilizada no passado, quando se acreditava que fosse mais segura. A grande desvantagem do procedimento tardio é o período em que a paciente permanece sem nenhum tipo de reconstituição da mama, o que, para algumas mulheres, é fonte de ansiedades e efeitos negativos sobre a autoestima. Por outro lado, muitas pacientes querem apenas se concentrar em vencer a batalha contra o câncer ou estão em dúvida se realmente desejam a reconstrução. O procedimento tardio é a opção para pacientes que venham a se decidir pela reconstrução após a cirurgia para retirada do câncer.

A evolução das técnicas cirúrgicas e anestésicas permitiu a realização da Reconstrução Imediata. Desde que a paciente apresente condições clínicas favoráveis e tolere um tempo cirúrgico maior, a primeira etapa da reconstrução pode ser realizada imediatamente após a cirurgia para retirada do tumor, ou seja, durante a mesma anestesia. Desta forma, evita-se que a paciente acorde da cirurgia e tenha contato com a mama mutilada (ausência de mama e presença apenas de uma cicatriz sem volume no local do antigo seio). Além disso, ao final da internação para retirada do tumor, a primeira etapa de reconstrução estará concluída.

Este é apenas um resumo da definição de Reconstrução Tardia e Imediata. Ambas apresentam outras vantagens e desvantagens que devem ser devidamente explicadas pelo seu cirurgião plástico. A decisão por uma delas pode variar em cada caso.

Etapas da Reconstrução de Mama

A Reconstrução Mamária quase sempre é realizada em etapas. Como procuramos mostrar neste texto, a divisão do tratamento em estágios visa um melhor resultado estético e funcional finais. Em geral, para pacientes que sofreram a retirada de toda a mama, são necessárias três cirurgias. O primeiro procedimento ocorre logo após a retirada total ou parcial da mama (durante o mesmo ato anestésico – Reconstrução Imediata) ou após um período de cicatrização da cirurgia para tratamento de tumor (Reconstrução Tardia). A primeira etapa de reconstrução objetiva proporcionar um volume no local da mama atingida, mediante a colocação de uma prótese de silicone (Materiais Aloplásticos), uma plástica com tecidos da própria paciente (Tecidos Autólogos), ou uma combinação das duas técnicas anteriores.

Em alguns casos, não é possível a reconstrução com os Tecidos Autólogos ou com a prótese de silicone e opta-se pelo expansor tecidual como primeiro estágio de reconstrução.

Durante as semanas que se seguem ao primeiro procedimento, a nova mama muda de forma e posição devido ao efeito da cicatrização e à força da gravidade. Essa mudança é inerente a cada pessoa e sua magnitude, muitas vezes, não pode ser prevista. Por isso, é usual aguardar cerca de três meses antes de programar a segunda etapa. A segunda cirurgia geralmente é a simetrização das mamas. Uma vez que a mama reconstruída mudou a sua forma, neste segundo estágio, o objetivo é tornar semelhantes o volume e o formato das duas mamas, de modo a conseguir um resultado harmônico. Em geral, é realizada uma Mamoplastia no lado não afetado pelo câncer.

Caso seja utilizado um expansor tecidual na primeira cirurgia, a paciente retorna ao consultório em intervalos programados para preenchimento do dispositivo com solução fisiológica. O objetivo desse procedimento é aumentar a superfície dos tecidos do tórax para que o expansor possa ser substituído por uma prótese de silicone em um segundo estágio. Essa troca é justificada pelo fato de que a prótese é superior ao expansor para simular uma mama, tanto do ponto de vista visual como tátil.

Em casos selecionados, podemos utilizar a prótese expansora ao invés do expansor para que a reconstrução da mama possa ser realizada em menos etapas. O cirurgião plástico deve explicar à paciente se a prótese expansora está indicada no seu caso e quais as vantagens e desvantagens de utilizá-la.

A última etapa de todo esse processo é a reconstrução do mamilo e da aréola. O mamilo pode ser reconstituído com tecidos da própria mama reconstruída ou com enxerto de tecidos de outros locais. A aréola é confeccionada com enxerto de pele ou com micropigmentação (tatuagem).

Nos casos de pacientes que foram submetidas a ressecções parciais da mama, dispomos de inúmeras técnicas de Cirurgia Plástica para a reconstrução, entre elas a Cirurgia Oncoplástica. Para mais informações sobre esse tema, acesse a seção sobre Cirurgia Oncoplástica das Mamas.

Em linhas gerais, as etapas para a Reconstrução de Mama são válidas para as pacientes que perderam a mama por outras causas que não o câncer.

Escolha da estratégia - Qual a melhor técnica para reconstrução de mama?

O objetivo da Reconstrução Mamária é atingir o melhor resultado estético e funcional para cada paciente. O processo de reconstrução pode ser complexo e envolver inúmeras técnicas e tecnologias. Além de possuir todo esse arsenal, o papel da equipe de Cirurgia Plástica é essencialmente saber escolher qual o melhor tipo de procedimento para cada paciente.

A Cirurgia Plástica não é uma ciência exata. Geralmente não existem algoritmos rígidos que permitam determinar qual a melhor estratégia para reconstruir uma mama. Isto ocorre porque cada mulher é única e possui qualidades e necessidades singulares. Entender essa premissa é necessário para o sucesso de qualquer tratamento. Muitas vezes as opções de tratamento não se dividem apenas em “certas” e “erradas”, mas sim aquela que é a escolha mais adequada para cada paciente. Nem todas as mulheres precisam ou querem passar por todas as etapas que compõem o processo de reconstrução. Em outros casos, pode ser necessário um número de cirurgias maior do que o usual para atingir o objetivo traçado. Assim, quanto mais preparado, habilitado e experiente for um cirurgião plástico, maior é a probabilidade de que, juntamente com a paciente, faça a opção pelo caminho que a conduza para o resultado final desejado.