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Reconstrução Mamária

Introdução

A reconstrução mamária é necessária em situações em que a mama é afetada por patologias (benignas ou malignas) que causam alterações na sua forma, simetria, volume e aparência. Uma vez que a mama constitui um símbolo da sexualidade feminina, buscamos restituir a sua forma e simetria da melhor maneira possível, sempre levando em consideração o desejo da paciente, para assim contribuirmos com a melhora da sua autoestima, sexualidade e autoimagem como mulher.

Que patologias podem afetar a mama?

O câncer de mama é o segundo tumor maligno mais frequente na população feminina em todo o mundo, ficando atrás apenas do câncer de pele não melanoma. De forma que, atualmente, a maioria reconstruções é realizada em pacientes que desenvolveram câncer de mama.

Menos frequentemente, a reconstrução é indicada em pacientes que não apresentam câncer. Algumas mulheres nascem com síndromes que impedem o desenvolvimento pleno das mamas, resultando em um seio normal e o outro de tamanho muito inferior ou até mesmo sem nenhum tecido mamário. Já outras nascem com os seios normais, mas os perdem parcial ou totalmente ao longo da vida devido a traumatismos, infecções, tumores benignos ou sequelas pós–cirúrgicas.

Qual reconstrução é indicada para o meu caso?

Tratamentos diferentes são indicados para cada paciente a depender de quão afetada estiver a mama pela patologia (benigna ou maligna). Por exemplo, as cirurgias para tratamento do câncer podem resultar na retirada total da mama (mastectomia) ou apenas a ressecção parcial e este fator é primordial na escolha da técnica de reconstrução. Além disso, o estado clínico, o tipo físico, a extensão da cirurgia de retirada do tumor e a programação de tratamentos futuros (por exemplo, radioterapia ou quimioterapia) são informações igualmente relevantes na escolha.

Quais os tipos de reconstrução mamária?

Reconstrução Tardia: quando a cirurgia para reconstrução da mama ocorre semanas, meses ou anos após a(s) primeira(s) cirurgia(s) realizada na mama.

Após a cirurgia para tratamento do câncer de mama ou de qualquer outra lesão benigna, a paciente recebe alta hospitalar, aguarda-se a cicatrização desse procedimento e, após algumas semanas ou meses (ou após o término do tratamento com quimioterapia e/ou radioterapia), é submetida ao primeiro estágio da reconstrução. O procedimento tardio é a opção para pacientes que já realizaram suas cirurgias mamárias mas ainda não restauraram o aspecto habitual da mama, seja por que ainda não tiveram a oportunidade ou por que queriam apenas se concentrar em vencer a batalha contra o câncer e ainda estavam em dúvida se realmente desejavam a reconstrução.

Reconstrução Imediata: Desde que a paciente apresente condições clínicas favoráveis e tolere um tempo cirúrgico maior, a primeira etapa da reconstrução pode ser realizada imediatamente após a cirurgia para retirada do tumor, ou seja, durante a mesma anestesia.

Como é feita cirurgia?

A Reconstrução Mamária quase sempre é realizada em etapas visando um melhor resultado estético e funcional finais. Em geral, para pacientes que sofreram a retirada de toda a mama, são necessárias três etapas.

A primeira etapa de reconstrução objetiva proporcionar um volume no local da mama atingida, mediante a colocação de uma prótese de silicone (Materiais Aloplásticos), uma plástica com tecidos da própria paciente (Tecidos Autólogos), ou uma combinação das duas técnicas anteriores. Em alguns casos, não é possível a reconstrução com tecidos da própria paciente ou com a prótese de silicone e opta-se pelo expansor tecidual como primeiro estágio de reconstrução. Durante as semanas que se seguem ao primeiro procedimento, a nova mama muda de forma e posição devido ao efeito da cicatrização e à força da gravidade.

A segunda etapa geralmente é a simetrização das mamas, realizada cerca de 3 meses após a primeira etapa. Uma vez que a mama reconstruída mudou a sua forma, neste segundo estágio, o objetivo é tornar semelhantes o volume e o formato das duas mamas, de modo a conseguir um resultado harmônico.

Em geral, é realizada uma Mamoplastia no lado não afetado pelo câncer. Caso seja utilizado um expansor tecidual na primeira cirurgia, a paciente retorna ao consultório em intervalos programados para preenchimento do dispositivo com solução fisiológica. O objetivo desse procedimento é aumentar a superfície dos tecidos do tórax para que o expansor possa ser substituído por uma prótese de silicone em um segundo estágio. Essa troca é justificada pelo fato de que a prótese é superior ao expansor para simular uma mama, tanto do ponto de vista visual como tátil.

A última etapa de todo esse processo é a reconstrução do mamilo e da aréola. O mamilo pode ser reconstituído com tecidos da própria mama reconstruída ou com enxerto de tecidos de outros locais. A aréola é confeccionada com enxerto de pele ou com micropigmentação (tatuagem).